Classe Oligochaeta

                                         Classe Oligochaeta

 Características gerais
Oligochaeta é uma subclasse dentro da classe Clitellata, esse grupo contém mais de 6000 espécies distribuídas em 25 famílias. Composto por animais conhecidos comumente como minhocas, e possui um número expressivo de representantes de água doce, e algumas espécies marinhas. São menos diversificados que os Polychaeta. Sua grande maioria é cavadora, uns poucos são tubícolas e alguns parasitas.
Oligochaeta possuem apêndices mais simples na cabeça, têm menos cerdas, o sistema reprodutor é complexo e são animais hermafroditas. O corpo dos Oligochaeta é homônomo, mas pode conter algumas especializações, como brânquias, cerdas ou clitelo. A epiderme é coberta por uma fina cutícula, que pode apresentar cílios.
 O revestimento interno é o peritônio, o celoma possui septos intersegmentares bem desenvolvidos com perfurações reguladas por músculos, com poros que conectam o celoma com o exterior (ajudando a manter uma pequena película úmida sobre o corpo) e cerdas que se movimentam por meio de músculos.
    
  Imagem 5. Divisão e detalhes do corpo em Oligochaeta, esquema básico. Imagem retirada do site Nemaplex, vinculado à Universidade da Califórnia.
  Locomoção
Dependente de seu esqueleto hidrostático, a ação dos músculos da parede do corpo nos fluidos celômicos fornece as mudanças hidráulicas necessárias para movimentação, essa ação é ordenada e controlada para ser útil ao movimento.
Quando os músculos circulares e longitudinais se contraem, alternadamente, permitem o rearranjo do fluido em seu próprio segmento, assim aumentando ou diminuindo o diâmetro e o comprimento. Se o diâmetro diminui aumenta o comprimento, e vice versa. Esse processo é rápido e eficaz para a locomoção.
As cerdas ainda auxiliam no deslocamento prendendo o corpo do animal no substrato e impedindo que o animal recue para trás.
   Alimentação
Podem apresentar hábitos raptoriais (predadores), alguns de água doce capturam suas presas por meio de sucção da sua faringe muscular.
A maioria é comedor de depósito, como as minhocas que engolem todo o substrato das galerias. A matéria orgânica é ingerida pelo trato digestivo e o restante é eliminado pelo ânus. Podem ainda ser detritívoros, ingerir pequenas partículas por ação muscular ou ciliar, ou utilizar movimentos com as cerdas para levantar as partículas do sedimento e aderir a elas.
  Sistema Digestório
Divido em três partes principais, região anterior, estomodeu, que é compreendido pela boca uma cavidade bucal curta, uma faringe muscular e um esôfago, este com porções dilatadas formando uma moela. Na parede do esôfago pode haver glândulas calcíferas.
A região mediana é derivada da endoderme. O intestino possui uma área que aumenta a superfície de contato com o alimento, tiflossole, que ampliando a área de absorção. Ainda encontram-se as células cloragógenas. A região posterior (proctodeu) compreende um reto curto e um ânus localizado no pigídio.
  Excreção e Osmorregulação 
Cada segmento possui metanefrídeos pareados, exceto no pigídio e prostômio. O metanefrídeo é composto de um nefrostômio pré-septal. Os nefridióporos localizam-se ventrolateralmente e são responsáveis por excretar a urina e contribuir na osmorregulação. As formas aquáticas excretam amônia, e a maioria das formas terrestres excretam uréia.
A osmorregulação dos organismos de água doce é de grande responsabilidade dos nefrídios, a água é excretada e os sais são retidos e absorvidos. Os terrestres não são osmorreguladores, perdem água de acordo com a quantidade de água do ambiente.
  Circulação e Trocas Gasosas
Na maioria das espécies, as trocas gasosas ocorrem na superfície do corpo, que é mantida úmida por muco ou fluido celômico liberado através de poros.
A circulação se dá por três vasos principais: longitudinal dorsal (funciona como um bombeador), longitudinal ventral e longitudinal subneural. A maior parte das trocas gasosas entre o sangue e os tecidos ocorre em redes capilares. O sangue flui posteriormente e anteriormente, vasos circum-esofágicos, ajudam a propelir o sangue e manter a pressão sanguínea. 
Os terrestres realizam trocas gasosas quando expostos ao ar, mas quando sua galeria é inundada, alguns podem formar uma espécie de “pulmão” para realizar respiração no exterior, este é simplesmente uma projeção da sua extremidade posterior por uma abertura do solo.
   Sistema Nervoso
O sistema nervoso central é composto por um gânglio cerebral supra-entérico unido a um cordão nervoso ventral ganglionar por conectivos circum-entéricos e um gânglio subentérico, o par de cordões nervosos centrais estão quase sempre fundidos.
O gânglio cerebral, origina vários nervos prostomiais. Os conectivos e os gânglios segmentares originam os nervos motores e sensoriais. As reações independentes de cada segmento são iniciadas no gânglio subentérico.
   Órgãos Sensoriais
São dotados de receptores sensoriais. Dentro da musculatura, há células com função de receptores de tensão. Os órgãos sensoriais epiteliais têm função de receptores táteis, assim, auxiliam na escavação ou rastejamento.
 A quimiorrecepção fornece mudanças de pH e outros mecanismos de seu meio, além de auxiliar na localização e seleção de seu alimento. Os Oligochaeta de água doce possuem fotorreceptores simples em todo o corpo.
  Regeneração e Reprodução Assexuada
Alguns podem regenerar qualquer parte do corpo enquanto outros já possuem baixo nível de regeneração. Mas, é mais fácil regenerar os segmentos posteriores que os anteriores. Em espécies de água doce, a reprodução assexuada pode ser comum e alternada com a sexuada; ocorre quando o ambiente é favorável.Essa reprodução se dá por uma ou mais formas de fissão transversal, brotos em regiões do corpo do indivíduo ou fragmentação do corpo.
   Reprodução Sexuada
Todos os Oligochaeta que se reproduzem sexuadamente são hermafroditas e possuem glândulas permanentes. Esses organismos apresentam regiões especializadas para a reprodução cruzada.
Os espermatozóides são liberados nos espaços celômicos, amadurecem e são coletados pelas vesículas seminais, depois transferidos aos gonóporos. Os óvulos são liberados no celoma e armazenados em ovissacos. Posteriormente são transportados para os gonóporos. Muitos possuem espermatecas que armazenam espermatozóides de outro indivíduo.
Possuem uma região glandular chamada de clitelo, responsável por formar um casulo e produzir muco. Depois da cópula, forma-se um casulo, que é deslocado à porção terminal do animal, passando pelo gonóporo, onde há deposição de óvulos e depois pelo receptáculo seminal, que liberam os espermatozóides. O desenvolvimento é direto.
      
Imagem 6. Foto da cópula em Oligochaeta, De Anza College.
Fonte: zoologia-ii-ufes-turma-i.webnode.com/products/produto-2/
Imagem de um exemplo:
en:Lumbricus terrestris, uma espécie de minhoca nativa da Europa, mas encontrada em várias partes do mundo.

en:Lumbricus terrestris, uma espécie de minhoca nativa da Europa, mas encontrada em 

várias partes do mundo.

Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Oligochaeta

Ordens da Classe Oligochaeta

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